Causas
A sensibilização para o desgaste dentário tem aumentado ao longo dos últimos
anos, em grande parte devido aos avanços na dieta e na saúde oral.
1. Os dentes estão a durar mais tempo
O maior sucesso da medicina dentária no controlo das cáries e das doenças
periodontais tem aumentado a longevidade da dentição natural. Dentes saudáveis
e não restaurados estão expostos por muito tempo aos processos de desgaste de
cada dia.
2. O paradoxo da dieta saudável
As dietas modernas incluem normalmente alimentos com muita acidez. A maior parte
das frutas, sumos de fruta e bebidas com carbonatos – incluindo as variantes
sem açúcar – têm um pH muito baixo, suficiente para amolecer e desmineralizar a
superfície do esmalte até valores de pH de 5.5 aproximadamente ou inferiores, e
a dentina valores de pH de 6.5 ou inferiores, dependendo de outros factores
como a acidez titulável, o cálcio, fosfato e fluoreto
Enquanto que o aumento do consumo destas alternativas ‘saudáveis’ pode ter
benefícios para a saúde, o seu impacto nos dentes pode ser menos bem-vindo.
O ácido amolece temporáriamente a superfície do esmalte. É um processo
normalmente atenuado pela acção natural da saliva, devido à presença de cálcio,
mas o contacto frequente ou prolongado do ácido deixa pouco tempo para a
remineralização. Neste estado enfraquecido, o esmalte está propenso ao desgaste
da acção abrasiva da pasta de dentes e da escovagem. Os dentistas estão a ver
um aumento de lesões cervicais não cariadas e outros sinais de erosão-abrasão
que parecem estar ligados a este processo.
Outras causas de perda de superfície dentária, que podem estar presentes em
conjunto com as causas mencionadas, incluem o bruxismo, escovagem exagerada,
regurgitação, fumar de cachimbo e a doença de refluxo gastro-esofágico (GERD).
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