Resumo
O Século XX assistiu a grandes avanços na medicina dentária e na saúde oral. As cáries e as doenças periodontais têm sido controladas, hoje em dia poucos dentes são restaurados ou extraídos e a longevidade da dentição natural tem sido prolongada para muitas mais pessoas. Uma melhor higiene oral e dietas mais saudáveis têm sido os principais factores a contribuír para este facto - óptimas notícias para a saúde pública e para a qualidade de vida das pessoas.
Contudo, os médicos dentistas estão agora a observar um paradoxo: estes dentes saudáveis e duradouros estão cada vez mais a mostrar sinais de desgaste. Na Europa, a causa principal segundo os dentistas, é a erosão ácida.
A erosão ácida está fortemente ligada ao consumo de bebidas e alimentos ácidos. Estes desmineralizam e amolecem a superfície do dente, tornando-o mais susceptível à abrasão, especialmente através da escovagem.
Nas suas primeiras fases, o desgaste dentário parece inofensivo. Contudo, ao progredir o desgaste dentário pode resultar na hipersensibilidade da dentina, perda da forma e da cor do dente e pode necessitar de uma intervenção restaurativa complexa. Muitas pessoas permanecem ainda alheias às consequências do desgaste dentário e desconhecem as medidas que podem ser tomadas para proteger os dentes deste processo lento e insidioso.
No seminário 2005 FDI World Dental Congress, especialistas internacionais reveram a prevalência, etiologia, fisiopatologia e tratamento do desgaste dentário em frente a um público recorde de mais de 900 dentistas. Todos concordaram que a erosão ácida está a tornar-se um problema significativo.